segunda-feira, 25 de junho de 2012



Um violinista consegue finalmente a oportunidade de ser ouvido pelo grande maestro. Após tocar uma pequena peça, o músico pergunta ao maestro:
- Então que tal a execução?
O maestro pensa uns segundos e responde:
- Execução é um pouco exagerado, 20 anos me parece mais justo.

sábado, 23 de junho de 2012



Fritz Kreisler (1875-1962), violinista internacionalmente famoso, quis certa vez adquirir um violino que sabia ser de excelente qualidade, mas não tinha no momento o dinheiro exigido. Ele voltou mais tarde, mas o violino já havia sido vendido para alguém. Perguntou ao vendedor quem o adquirira. Em seguida, foi à procura do comprador, conversou com ele, mas o homem não queria vender o violino recém-adquirido. Então Kreisler, algo desanimado, pediu ao homem que pelo menos o deixasse tocar um pouquinho antes de ir embora. Tomou nas mãos o instrumento, fechou os olhos, e tocou tudo o que sabia. Quando acabou, o homem estava tão encantado que disse: “Sr. Kreisler, depois do que acabo de ouvir, eu não tenho o direito de guardar esse instrumento comigo. É seu, leve-o ao mundo inteiro e faça com que as pessoas ouçam o que eu ouvi agora"

O Violino de ouro



Mas quem nos dirá que
As alturas não pertencem a nós
Que somos fortes e vimos a
Verdadeira face da superioridade?


Dourado e refulgente à vista
O violino exulta seu belo som,
As agudas notas brilham
Tanto quanto a luz que
Resvala sob a tampa dourada.

Comparado a um instrumento
Tocado por milhares de eras
Por um deus hábil cada nota
Do violino é sorvida pelas
Mentes sutis.

Anuncia, ó, posteridade o
Diferenciado som de tua
Corda dourada, revela
A beleza nunca imaginada.


Seria a música o dote
Mais precioso que o ouro?
Será que este violino é
A música corporificada?



Wesley Souza de Oliveira

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Aula de música



O violino principiante
arranha a pele do dia.
Ó dura, lenta porfia
da mão, soletrando o arco.
Ó marinheiro hesitante
— difícil carpintaria —
na construção do teu barco.


Hélio Pellegrino

quarta-feira, 20 de junho de 2012

O violino



Ao longe ela escuta
o som de um violino
e anda em direção
da música que toca ...
É a mesma emoção
sentida no passado,
ouvindo essa canção
junto de seu amado...

Mas de repente pára...
Controla o coração;
respira fundo e parte
em sua direção...
Se joga em seus braços,
se amam num abraço,
quem toca o violino
é sua grande paixão.



Carmen Lúcia Carvalho de Souza:

terça-feira, 19 de junho de 2012

Sons de violinos



Ao ouvir os acordes de uma música,
Tirados pelo arco de um violino,
Minh’alma eleva-se extasiada,
Pois se sente diante do divino!

Divino é o som do violino,
Que emociona nosso coração,
Faz noss’alma sentir-se leve,
Convida-nos a sentida oração!

Sons celestes, vozes angelicais,
Em suave harmonia, suave recital,
São as vozes de violinos a cantar,
Entoando hinos ao Senhor no Natal!


FatinhaMussato

Violino



Vem ser meu arco,
Meu dó maior,
O Si que não abarco
Na pauta da dor!

E na sinfonia da cor,
No azul do arco íris,
Saberei maior
A música que quis.

E subirei contigo
Uma escala brilhante
Numa valsa de amigo,
De amor ou de amante...

Quero ser teu violino,
Gemer em tua mão,
Soluçar um hino
Em forma de confissão!

E quando teus dedos
Solicitarem minhas cordas,
Serão os meus segredos
O que tu acordas!

E bem perto de teu rosto,
E bem perto de teu peito,
Arderei de fogo posto
Por tuas mãos e meu jeito.

E o que subirá no ar,
Resultado da combustão,
Será o que sobrar
Desta minha paixão!

Entranhar-se-á na tua pele,

Misturar-se-á contigo,
Numa fusão que sele
Teu prémio e meu castigo.

Vem tocar tua sinfonia
Em meu corpo que espera,
Em notas de alegria
Em ânsias de fera!

E verás, meu belo músico,
Que a música por ti tocada
É alegro em que fico,
Se bem executada!



Goretidias

segunda-feira, 18 de junho de 2012



O violino entre si há muitos mistérios, não é apenas o som expressado, mas há algo misterioso, uma incógnita. A música ajuda a liberar este fantástico instrumento que por sua vez ainda é oculto.
Marcos Nunes

Em violino fado




Ponho as mãos no teu corpo musical
Onde esperam os sons adormecidos.
Em silêncio começo, que pressente
A brusca irrupção do tom real.
E quando a alma ascendendo canta
Ao percorrer a escala dos sentidos,
Não mente a alma nem o corpo mente.
Não é por culpa nossa se a garganta
Enrouquece e se cala de repente
Em cruas dissonâncias, em rangidos
Exasperantes de acorde errado.

Se no silêncio em que a canção esmorece
Outro tom se insinua, recordado,
Não tarda que se extinga, emudece:
Não se consente em violino fado.

José Saramago



Uma mesa, uma cadeira, uma cesta de frutas e um violino; do que mais um homem precisa para ser feliz?


Albert Einstein

era a hesitação
dos violinos
que nos dava a leveza
de um sentimento novo
e começa a contagem
decrescente


mjoao



domingo, 6 de maio de 2012

O violino





Era uma tarde de Outono e eu atravessava o jardim, cansada, numa tentativa de encurtar o caminho a percorrer.
Quando vi o banco ali ao lado sentei-me. Estava ocupado mas pretendia parar apenas um pouco. Na outra ponta, um homem que podia passar despercebido, de idade indefinida, era a figura representativa da solidão: ligeiramente curvado, olhos postos no canteiro desinteressante em frente, mãos no vazio, cruzadas uma na outra e cotovelos pousados nos joelhos, parecia estar a posar para um escultor de cansaços?
Quando me sentei virou os olhos para mim, fez um aceno e continuou como se não me visse. E penso que assim teria continuado se não tivesse passado por acaso uma mulher com uma criança pela mão que transportava uma maleta de violino. Talvez a criança fosse a um aula de música.
? É um violino, disse ele.
? Acho que sim, respondi.
? É uma criança com sorte, acrescentou.
? Deve ser, disse constrangida sem saber onde queria chegar.
Foi então que ele começou a falar, numa voz quase sem inflexão, num timbre grave, e distante, os olhos sempre pousados no canteiro em frente.
Contou-me como, na infância, sempre tinha desejado aprender a tocar violino, de como passava horas debaixo da janela de um senhor que tocava violino, a ouvi-lo ensaiar. O som do violino, disse ele, era como se chorasse em vez de mim. E eu só pensava que se eu pudesse tocar violino podia fazer sair uma tristeza que sentia e que não sabia bem o que era. Preferia aprender violino a andar na escola. Mas não podia ser. Nós nem vivíamos mal, embora com algumas dificuldades, dinheiro contado, como se dizia; além disso não era costume alguém ir estudar violino que, apesar de tudo, era um instrumento caro. Eu, sempre que podia, falava disso à minha mãe, de como queria ter um violino. Andava então na escola primária e devo dizer que não gostava lá muito da professora nem das intermináveis cópias que ela nos mandava fazer. Assim não trazia muitos bons resultados no caderno nem nas mensagens mandadas para casa. Um dia a minha mãe disse-me que ia ver se me arranjava um violino se eu me portasse melhor? E no dia dos meus anos ela apresentou-me a minha prenda. Eu vi que ela estava ansiosa que abrisse, e na expectativa. Peguei no embrulho e o meu coração saltou? era a forma de um violino. Abri-o, nervoso, rasgando o papel. Estava ali um violino, em plástico, azul, e cordas de arame. O arco vinha junto e quando tentei tocar fazia um miado quase sem som. A minha mãe, que devia ter feito alguns serões para juntar dinheiro para a minha prenda, perguntou-me baixinho se tinha gostado. Disse que sim abanando a cabeça. Então, com aquele objecto inútil nas mãos, que parecia estar a rir-se de mim e daquilo que eu tanto desejara, compreendi que tinham acabado de enterrar vivo aquele meu sonho. Toda a minha vida tenho enterrado sonhos vivos e penso que comecei com aquele violino que não chegou a ser, e olhava para mim cheio de troça? Quando terminou, não se moveu, continuou a olhar o jardim. Que pena, disse eu. Mas não me respondeu e só acenou ligeiramente quando me levantei e disse boa tarde. Regressei, a pensar como pode ser perigoso para um sonho e, mesmo um projecto, a mentira que, fingindo que é, pode impedir o acesso ao que deveria ser.

Angelina Carvalho

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

sábado, 26 de novembro de 2011

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Matouqin - Violino "cabeça de cavalo"




O violino “cabeça de cavalo” é um instrumento musical de cordas e muito apreciado pela etnia mongol.

Segundo registros históricos, ainda no início do século XIII, o instrumento “cabeça de cavalo” já era muito popular entre os mongóis da China e recebia o nome por ter uma cabeça de cavalo esculpida na extremidade do braço. Em função das diferenças regionais, as músicas do violino “cabeça de cavalo” variam muito do Leste para o Oeste da Mongólia Interior. O próprio instrumento varia também na forma, timbre, assim como os estilos de interpretação.

O instrumento possui duas cordas, uma composta por 40 fios de rabo de cavalo e a outra, por 60. A caixa ressonante dele tem forma de trapézio. A fricção entre o arco e as cordas permite ao matouqin emitir sons muito singulares que lhe conferem o título de "instrumento da pradaria".

Um violino em si bemol




























Na ruazinha do meu bairro
Quase em frente a minha casa,
As lembranças criavam asas
Quando um violino tocava,
Porque de manso embalava
Sonhos que não voltam mais,
Momentos angelicais,
Que minha alma guardava.

Era um remanso nas águas,
Mas eu viajava com elas,
Como um barco solto às velas
Com medo do sol se pôr.
Me postava ao criador
Porque da graça recebida
Era a suprema guarida
Do mundo de um sonhador.

As notas eram melancólicas,
Suaves, tristes, muito calmas,
Armonizavam minha alma
Num acalanto divino.
O vento assobiava fino
Em seu cantar de improviso,
Colocando o paraíso
Dentro daquele violino.

Me parecia um chamado,
Vindo talvez ... de outro mundo,
Que transformava os segundos ...
Em tempos de eternidade.
Aquela estranha ansiedade
Era meu próprio arrebol,
E o canto do rouxinol
Me traduzia ... “Saudade”.

O músico, era um moço,
De sorriso refinado,
Qual um nobre em seu reinado ...
Com traços vivos no olhar ...
Quando se põe a tocar
Em seu trono sobre rodas,
É como quem dita a moda ...
Fazendo o mundo cantar.

Bailam as folhas no vento
As borboletas festejam
Os grilos todos solfejam
A partitura de um hino.
E o moço do violino
Mareja o olhar celeste
Quando a brisa o reveste
Num sorriso de menino

Não nascera diferente
Foi guri igual aos outros,
Montava o lombo dos potros
Na euforia de vencer ...
Rodou ... e sem mesmo saber ...
Perdeu bem mais que a carreira.
Hoje na sua cadeira
Busca força pra viver.

Talvez não sirva de exemplo
Porque a vida é mesquinha,
E a dobra da sua espinha
Foi uma esperança rompida.
Mas deus é pai e age certo
E este era o seu destino,
Nas azas deste violino
Buscar razões para a vida.

“Só deus é um espírito puro”.
Os homens são imperfeitos ...
É torto o lado direito
Na fisga de um anzol ...
Mais lindo que o Por do sol
É um sentimento profundo ...
De paz ... fluido do mundo ...
“Num violino em SI Bemol”.

Pedro Darci de Oliveira

Como é tocado o violino




Numa orquestra há mais violinos do que qualquer outro instrumento. A seção de cordas da orquestra toca mais que as outras, e a maioria dos apreciadores de música declaram que conseguem ouvir durante muito mais tempo o som dos instrumentos de cordas do que outro qualquer. Por que isso acontece? Na verdade, o violino é um instrumento maravilhosamente versátil. Soa bem em conjunto, combina bem com outros instrumentos e pode ser tocado de diversas formas. Portanto, não é de surpreender o fato de que os compositores, executantes e ouvintes sejam atraídos por ele.
Usando o arco
Segurar o arco apropriadamente é muito importante para uma boa execução. A mão direita controla a pressão das crinas do arco nas cordas, o que afeta o timbre do instrumento. O violinista precisa também manter pulso relaxado. Algumas técnicas usadas ao se tocar violino
Pizzicato
Os violinistas nem sempre usam o arco quando tocam - de vez em quando beliscam as cordas, o que é chamado de "pizzicato" (pronuncia-se pitzi-cato). Raramente o pizzicato se estende pela melodia inteira, mas no balé Sylvia o compositor francês Delibes escreveu um movimento inteiro em que todos os instrumentos de corda deixam de lado seus arcos para tocar a famosa Polka-Pizzicato. Quando lêem na partitura a palavra "arco", os executantes interrompem o pizzicato e voltam a usar o arco.
Tocando com surdina
Fixando-se um grampo de madeira sobre o cavalete do violino, reduz-se a força das vibrações que alcançam a caixa de ressonância. Isso funciona com uma surdina, ou abafador de som. Violinos em surdina soam muito distantes e delicados. Os compositores usam os termos italianos "con sordini" (com surdina) e "senza sordini" (sem surdina).
Sul ponticello
Expressão italiana que significa "na pontezinha". Em partitura para violino, indica que o violinista deve passar o arco próximo ao cavalete, o que origina um som de timbre agudo, de arranhudura.
Col legno
O excitante começo de "Marte, o Mensageiro da Guerra", da suíte de Holst Os Planetas, apresenta as cordas soando com um curioso efeito estalado. É o que se chama col legno - "com a madeira". O arco é seguro de lado, de tal maneira que cada nota tocada a madeira do arco bata na corda.
Vibrato
Uma das importantes técnicas de instrumentos de cordas. O dedo da mão esquerda que prende a corda oscila levemente, causando uma flutuação no tom e enriquecendo o som. O vibrato é usado sobretudo em notas longas. Alguns violinistas preferem não usá-lo quando tocam músicas muito antigas.
Corda dupla
"Corda dupla" significa tocar duas notas de uma só vez. Alguns compositores pedem acordes de três e até quatro notas, mas no violino não é possível tocar simultaneamente mais do que duas notas.
Harmônicos
São notas suaves, semelhantes às da flauta, produzidas pelo toque muito leve sobre a corda (sem pressionar a nota) e a delicada passagem do arco. São usadas com mais freqüência na música moderna.
Glissando
A palavra indica ao executante que deve escorregar o dedo sobre a corda, de uma nota a outra (o que permite que todos os sons interpostos sejam ouvidos). Os glissandos aparecem quase exclusivamente nas músicas do século XX.

História do violino





















O violino descende de antigos instrumentos orientais - o Nefer egípcio, o Ravanastron da India, o Rebab árabe, o R'Jenn Sien dos chineses e mesmo da antiga Lira dos gregos. Por volta do século X surgiram as primitivas violas: primeiro a Viéle de rota utilizada pelos peregrinos em Savoia; depois, progressivamente, a família das Violas que foram atravessando a Idade Média e a Renascença dando origem às Viole "da braccio" e as "da gamba", conforme eram seguradas entre os braços e ombros ou entre os joelhos respectivamente. Mais tarde esses instrumentos foram adaptados às diversas necessidades de expressão e acústica, levando os fabricantes e os compositores a pesquisarem novas formas e modalidades de instrumentos. A partir da renascença, até o Século XVIII, a genialidade dos "luthiers"(fabricantes de alaúdes - luth - e por extensão aos demais instrumentos de corda) esteve intimamente associada à genialidade dos maiores compositores de suas épocas e às descobertas técnicas dos instrumentista na criação do violino, hoje considerado O Rei dos Instrumentos. A Viola d'Amore, por exemplo, foi utilizada por J.S.Bach na Paixão Segundo S. Mateus e o próprio Bach inventou a Viola Pomposa com 5 cordas para a qual compôs uma das 6 suites hoje executada no violoncelo. Gaspar Duiffopruggar, da Bavária, é considerado o primeiro fabricante de violinos, por volta de 1500, de acordo com a atual concepção que temos do instrumento. Em seguida surgiu, na Itália a Escola de Brescia, fundada por Girolamo Virchi(1548) e Pellegrino da Montichiari(1560). Ao mesmo tempo a construção de instrumentos de arco ia se transferindo para outra cidade italiana, Cremona, com a família Amati(1545), culminando no gênio de Antonio Stradivari("Stradivarius" em latim) que viveu da última metade do Século XVII até os primeiros 40 anos do Século XVIII. Stradivarius e Guarnierius (Guarnieri del Gesú) legaram ao mundo os violinos mais perfeitos, tanto do ponto de vista acústico quanto no que se refere à beleza plástica. (formas, vernizes, decoração, etc.)

sábado, 24 de setembro de 2011

Ao som de um violino

























A Imaginação rodopiava alegremente

Ao som de um violino

Que chorava melodias de amor

Ao cair da noite.

A atmosfera romântica

Traduzia os sentimentos

Que esvoaçavam pelo ar

Feito folhas levadas pelo vento.

E ela sentia-se inebriante

Com a felicidade que a envolvia

Como um manto

E deixava-se acalentar docemente

Ouvindo aquele som

Que a elevava transbordante.

E o pensamento esvoaçante

A conduzia por terras distantes

Onde o amor fizera o seu ninho

E a conduzia, hesitante.

Tinha medo de acordar

E naquele instante

Não mais lembrar

Desse momento de euforia

Que amava tanto.

O som se extinguia lentamente,

Chorava a melodia

Que não queria se desfazer da noite

Que se prolongava...fria.



Débora Benvenuti

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Incensos



Dentre o chorar dos trêmulos violinos,
Por entre os sons dos órgãos soluçantes
Sobem nas catedrais os neblinantes
Incensos vagos, que recordam hinos…

Rolos d'incensos alvadios, finos
E transparentes, fulgidos, radiantes,
Que elevam-se aos espaços, ondulantes,
Em Quimeras e Sonhos diamantinos.

Relembrando turíbulos de prata
Incensos aromáticos desata
Teu corpo ebúrneo, de sedosos flancos.

Claros incensos imortais que exalam,
Que lânguidas e límpidas trescalam
As luas virgens dos teus seios brancos.

Cruz e Sousa