O violino “cabeça de cavalo” é um instrumento musical de cordas e muito apreciado pela etnia mongol.
Segundo registros históricos, ainda no início do século XIII, o instrumento “cabeça de cavalo” já era muito popular entre os mongóis da China e recebia o nome por ter uma cabeça de cavalo esculpida na extremidade do braço. Em função das diferenças regionais, as músicas do violino “cabeça de cavalo” variam muito do Leste para o Oeste da Mongólia Interior. O próprio instrumento varia também na forma, timbre, assim como os estilos de interpretação.
O instrumento possui duas cordas, uma composta por 40 fios de rabo de cavalo e a outra, por 60. A caixa ressonante dele tem forma de trapézio. A fricção entre o arco e as cordas permite ao matouqin emitir sons muito singulares que lhe conferem o título de "instrumento da pradaria".
Na ruazinha do meu bairro Quase em frente a minha casa, As lembranças criavam asas Quando um violino tocava, Porque de manso embalava Sonhos que não voltam mais, Momentos angelicais, Que minha alma guardava.
Era um remanso nas águas, Mas eu viajava com elas, Como um barco solto às velas Com medo do sol se pôr. Me postava ao criador Porque da graça recebida Era a suprema guarida Do mundo de um sonhador.
As notas eram melancólicas, Suaves, tristes, muito calmas, Armonizavam minha alma Num acalanto divino. O vento assobiava fino Em seu cantar de improviso, Colocando o paraíso Dentro daquele violino.
Me parecia um chamado, Vindo talvez ... de outro mundo, Que transformava os segundos ... Em tempos de eternidade. Aquela estranha ansiedade Era meu próprio arrebol, E o canto do rouxinol Me traduzia ... “Saudade”.
O músico, era um moço, De sorriso refinado, Qual um nobre em seu reinado ... Com traços vivos no olhar ... Quando se põe a tocar Em seu trono sobre rodas, É como quem dita a moda ... Fazendo o mundo cantar.
Bailam as folhas no vento As borboletas festejam Os grilos todos solfejam A partitura de um hino. E o moço do violino Mareja o olhar celeste Quando a brisa o reveste Num sorriso de menino
Não nascera diferente Foi guri igual aos outros, Montava o lombo dos potros Na euforia de vencer ... Rodou ... e sem mesmo saber ... Perdeu bem mais que a carreira. Hoje na sua cadeira Busca força pra viver.
Talvez não sirva de exemplo Porque a vida é mesquinha, E a dobra da sua espinha Foi uma esperança rompida. Mas deus é pai e age certo E este era o seu destino, Nas azas deste violino Buscar razões para a vida.
“Só deus é um espírito puro”. Os homens são imperfeitos ... É torto o lado direito Na fisga de um anzol ... Mais lindo que o Por do sol É um sentimento profundo ... De paz ... fluido do mundo ... “Num violino em SI Bemol”.
Numa orquestra há mais violinos do que qualquer outro instrumento. A seção de cordas da orquestra toca mais que as outras, e a maioria dos apreciadores de música declaram que conseguem ouvir durante muito mais tempo o som dos instrumentos de cordas do que outro qualquer. Por que isso acontece? Na verdade, o violino é um instrumento maravilhosamente versátil. Soa bem em conjunto, combina bem com outros instrumentos e pode ser tocado de diversas formas. Portanto, não é de surpreender o fato de que os compositores, executantes e ouvintes sejam atraídos por ele. Usando o arco Segurar o arco apropriadamente é muito importante para uma boa execução. A mão direita controla a pressão das crinas do arco nas cordas, o que afeta o timbre do instrumento. O violinista precisa também manter pulso relaxado. Algumas técnicas usadas ao se tocar violino Pizzicato Os violinistas nem sempre usam o arco quando tocam - de vez em quando beliscam as cordas, o que é chamado de "pizzicato" (pronuncia-se pitzi-cato). Raramente o pizzicato se estende pela melodia inteira, mas no balé Sylvia o compositor francês Delibes escreveu um movimento inteiro em que todos os instrumentos de corda deixam de lado seus arcos para tocar a famosa Polka-Pizzicato. Quando lêem na partitura a palavra "arco", os executantes interrompem o pizzicato e voltam a usar o arco. Tocando com surdina Fixando-se um grampo de madeira sobre o cavalete do violino, reduz-se a força das vibrações que alcançam a caixa de ressonância. Isso funciona com uma surdina, ou abafador de som. Violinos em surdina soam muito distantes e delicados. Os compositores usam os termos italianos "con sordini" (com surdina) e "senza sordini" (sem surdina). Sul ponticello Expressão italiana que significa "na pontezinha". Em partitura para violino, indica que o violinista deve passar o arco próximo ao cavalete, o que origina um som de timbre agudo, de arranhudura. Col legno O excitante começo de "Marte, o Mensageiro da Guerra", da suíte de Holst Os Planetas, apresenta as cordas soando com um curioso efeito estalado. É o que se chama col legno - "com a madeira". O arco é seguro de lado, de tal maneira que cada nota tocada a madeira do arco bata na corda. Vibrato Uma das importantes técnicas de instrumentos de cordas. O dedo da mão esquerda que prende a corda oscila levemente, causando uma flutuação no tom e enriquecendo o som. O vibrato é usado sobretudo em notas longas. Alguns violinistas preferem não usá-lo quando tocam músicas muito antigas. Corda dupla "Corda dupla" significa tocar duas notas de uma só vez. Alguns compositores pedem acordes de três e até quatro notas, mas no violino não é possível tocar simultaneamente mais do que duas notas. Harmônicos São notas suaves, semelhantes às da flauta, produzidas pelo toque muito leve sobre a corda (sem pressionar a nota) e a delicada passagem do arco. São usadas com mais freqüência na música moderna. Glissando A palavra indica ao executante que deve escorregar o dedo sobre a corda, de uma nota a outra (o que permite que todos os sons interpostos sejam ouvidos). Os glissandos aparecem quase exclusivamente nas músicas do século XX.
O violino descende de antigos instrumentos orientais - o Nefer egípcio, o Ravanastron da India, o Rebab árabe, o R'Jenn Sien dos chineses e mesmo da antiga Lira dos gregos. Por volta do século X surgiram as primitivas violas: primeiro a Viéle de rota utilizada pelos peregrinos em Savoia; depois, progressivamente, a família das Violas que foram atravessando a Idade Média e a Renascença dando origem às Viole "da braccio" e as "da gamba", conforme eram seguradas entre os braços e ombros ou entre os joelhos respectivamente. Mais tarde esses instrumentos foram adaptados às diversas necessidades de expressão e acústica, levando os fabricantes e os compositores a pesquisarem novas formas e modalidades de instrumentos. A partir da renascença, até o Século XVIII, a genialidade dos "luthiers"(fabricantes de alaúdes - luth - e por extensão aos demais instrumentos de corda) esteve intimamente associada à genialidade dos maiores compositores de suas épocas e às descobertas técnicas dos instrumentista na criação do violino, hoje considerado O Rei dos Instrumentos. A Viola d'Amore, por exemplo, foi utilizada por J.S.Bach na Paixão Segundo S. Mateus e o próprio Bach inventou a Viola Pomposa com 5 cordas para a qual compôs uma das 6 suites hoje executada no violoncelo. Gaspar Duiffopruggar, da Bavária, é considerado o primeiro fabricante de violinos, por volta de 1500, de acordo com a atual concepção que temos do instrumento. Em seguida surgiu, na Itália a Escola de Brescia, fundada por Girolamo Virchi(1548) e Pellegrino da Montichiari(1560). Ao mesmo tempo a construção de instrumentos de arco ia se transferindo para outra cidade italiana, Cremona, com a família Amati(1545), culminando no gênio de Antonio Stradivari("Stradivarius" em latim) que viveu da última metade do Século XVII até os primeiros 40 anos do Século XVIII. Stradivarius e Guarnierius (Guarnieri del Gesú) legaram ao mundo os violinos mais perfeitos, tanto do ponto de vista acústico quanto no que se refere à beleza plástica. (formas, vernizes, decoração, etc.)