Que esse Natal não seja feito apenas de cores e comidas, luzes, prazeres e bebidas. Que haja partilha e esperança. Que em nenhuma mesa falte pão, e em todos corações reine o amor.
domingo, 16 de setembro de 2012
Poesia é encontrar um violino sem cordas e perante a sua beleza alastrar versos em sinfonia. Binho Rodrigues
Ontem na tarde chuvosa de um cinza sem par um violino soluçava triste no 5º andar... £una
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Não precisamos entender para gostar, ninguém sabe traduzir um violino. Fernando Mato Grosso
Um famoso violinista, depois de um concerto, dava autógrafos aos fãs. Uma hora parou:
- Este papel é muito pequeno. O que você quer que eu escreva aqui?
Outro violinista estava passando por perto e comentou:
- Que tal seu repertório?
Por que os dedos de violinistas se parecem com raios?
- Nunca caem no mesmo lugar duas vezes.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Um violinista consegue finalmente a oportunidade de ser ouvido pelo
grande maestro. Após tocar uma pequena peça, o músico pergunta ao
maestro:
-
Então que tal a execução?
O maestro pensa uns segundos e responde:
-
Execução é um pouco exagerado, 20 anos me parece mais justo.
sábado, 23 de junho de 2012
Fritz Kreisler (1875-1962), violinista internacionalmente famoso, quis certa vez adquirir um violino que sabia ser de excelente qualidade, mas não tinha no momento o dinheiro exigido. Ele voltou mais tarde, mas o violino já havia sido vendido para alguém. Perguntou ao vendedor quem o adquirira. Em seguida, foi à procura do comprador, conversou com ele, mas o homem não queria vender o violino recém-adquirido. Então Kreisler, algo desanimado, pediu ao homem que pelo menos o deixasse tocar um pouquinho antes de ir embora. Tomou nas mãos o instrumento, fechou os olhos, e tocou tudo o que sabia. Quando acabou, o homem estava tão encantado que disse: “Sr. Kreisler, depois do que acabo de ouvir, eu não tenho o direito de guardar esse instrumento comigo. É seu, leve-o ao mundo inteiro e faça com que as pessoas ouçam o que eu ouvi agora"
O violino principiante arranha a pele do dia. Ó dura, lenta porfia da mão, soletrando o arco. Ó marinheiro hesitante — difícil carpintaria — na construção do teu barco.
Ao longe ela escuta o som de um violino e anda em direção da música que toca ... É a mesma emoção sentida no passado, ouvindo essa canção junto de seu amado...
Mas de repente pára... Controla o coração; respira fundo e parte em sua direção... Se joga em seus braços, se amam num abraço, quem toca o violino é sua grande paixão.
Ao ouvir os acordes de uma música, Tirados pelo arco de um violino, Minh’alma eleva-se extasiada, Pois se sente diante do divino!
Divino é o som do violino, Que emociona nosso coração, Faz noss’alma sentir-se leve, Convida-nos a sentida oração!
Sons celestes, vozes angelicais, Em suave harmonia, suave recital, São as vozes de violinos a cantar, Entoando hinos ao Senhor no Natal! FatinhaMussato
Vem ser meu arco, Meu dó maior, O Si que não abarco Na pauta da dor!
E na sinfonia da cor, No azul do arco íris, Saberei maior A música que quis.
E subirei contigo Uma escala brilhante Numa valsa de amigo, De amor ou de amante...
Quero ser teu violino, Gemer em tua mão, Soluçar um hino Em forma de confissão!
E quando teus dedos Solicitarem minhas cordas, Serão os meus segredos O que tu acordas!
E bem perto de teu rosto, E bem perto de teu peito, Arderei de fogo posto Por tuas mãos e meu jeito.
E o que subirá no ar, Resultado da combustão, Será o que sobrar Desta minha paixão!
Entranhar-se-á na tua pele, Misturar-se-á contigo, Numa fusão que sele Teu prémio e meu castigo.
Vem tocar tua sinfonia Em meu corpo que espera, Em notas de alegria Em ânsias de fera!
E verás, meu belo músico, Que a música por ti tocada É alegro em que fico, Se bem executada!
Goretidias
segunda-feira, 18 de junho de 2012
O violino entre si há muitos mistérios, não é apenas o som expressado, mas há algo misterioso, uma incógnita. A música ajuda a liberar este fantástico instrumento que por sua vez ainda é oculto. Marcos Nunes
Ponho as mãos no teu corpo musical Onde esperam os sons adormecidos. Em silêncio começo, que pressente A brusca irrupção do tom real. E quando a alma ascendendo canta Ao percorrer a escala dos sentidos, Não mente a alma nem o corpo mente. Não é por culpa nossa se a garganta Enrouquece e se cala de repente Em cruas dissonâncias, em rangidos Exasperantes de acorde errado.
Se no silêncio em que a canção esmorece Outro tom se insinua, recordado, Não tarda que se extinga, emudece: Não se consente em violino fado.
José Saramago
Uma mesa, uma cadeira, uma cesta de frutas e um violino; do que mais um homem precisa para ser feliz?
Albert Einstein
era a hesitação dos violinos que nos dava a leveza de um sentimento novo e começa a contagem decrescente mjoao
Era uma tarde de Outono e eu atravessava o jardim, cansada, numa tentativa de encurtar o caminho a percorrer. Quando vi o banco ali ao lado sentei-me. Estava ocupado mas pretendia parar apenas um pouco. Na outra ponta, um homem que podia passar despercebido, de idade indefinida, era a figura representativa da solidão: ligeiramente curvado, olhos postos no canteiro desinteressante em frente, mãos no vazio, cruzadas uma na outra e cotovelos pousados nos joelhos, parecia estar a posar para um escultor de cansaços? Quando me sentei virou os olhos para mim, fez um aceno e continuou como se não me visse. E penso que assim teria continuado se não tivesse passado por acaso uma mulher com uma criança pela mão que transportava uma maleta de violino. Talvez a criança fosse a um aula de música. ? É um violino, disse ele. ? Acho que sim, respondi. ? É uma criança com sorte, acrescentou. ? Deve ser, disse constrangida sem saber onde queria chegar. Foi então que ele começou a falar, numa voz quase sem inflexão, num timbre grave, e distante, os olhos sempre pousados no canteiro em frente. Contou-me como, na infância, sempre tinha desejado aprender a tocar violino, de como passava horas debaixo da janela de um senhor que tocava violino, a ouvi-lo ensaiar. O som do violino, disse ele, era como se chorasse em vez de mim. E eu só pensava que se eu pudesse tocar violino podia fazer sair uma tristeza que sentia e que não sabia bem o que era. Preferia aprender violino a andar na escola. Mas não podia ser. Nós nem vivíamos mal, embora com algumas dificuldades, dinheiro contado, como se dizia; além disso não era costume alguém ir estudar violino que, apesar de tudo, era um instrumento caro. Eu, sempre que podia, falava disso à minha mãe, de como queria ter um violino. Andava então na escola primária e devo dizer que não gostava lá muito da professora nem das intermináveis cópias que ela nos mandava fazer. Assim não trazia muitos bons resultados no caderno nem nas mensagens mandadas para casa. Um dia a minha mãe disse-me que ia ver se me arranjava um violino se eu me portasse melhor? E no dia dos meus anos ela apresentou-me a minha prenda. Eu vi que ela estava ansiosa que abrisse, e na expectativa. Peguei no embrulho e o meu coração saltou? era a forma de um violino. Abri-o, nervoso, rasgando o papel. Estava ali um violino, em plástico, azul, e cordas de arame. O arco vinha junto e quando tentei tocar fazia um miado quase sem som. A minha mãe, que devia ter feito alguns serões para juntar dinheiro para a minha prenda, perguntou-me baixinho se tinha gostado. Disse que sim abanando a cabeça. Então, com aquele objecto inútil nas mãos, que parecia estar a rir-se de mim e daquilo que eu tanto desejara, compreendi que tinham acabado de enterrar vivo aquele meu sonho. Toda a minha vida tenho enterrado sonhos vivos e penso que comecei com aquele violino que não chegou a ser, e olhava para mim cheio de troça? Quando terminou, não se moveu, continuou a olhar o jardim. Que pena, disse eu. Mas não me respondeu e só acenou ligeiramente quando me levantei e disse boa tarde. Regressei, a pensar como pode ser perigoso para um sonho e, mesmo um projecto, a mentira que, fingindo que é, pode impedir o acesso ao que deveria ser.