O violino exala: o som, as notas O violinista sola: sozinho no centro O violino e o violinista não nasceram um para o outro Nasceram, sim, um do outro.
Pego na minha caneta e ligeiro rabisco Uma poesia para ambos. Não é certo que saberei as palavras, Assim como o músico sabe as notas.
Procuro alguns vocábulos no pensamento Vou o mais longe e trago de lá os que preciso.
Ah! Se Eu fosse aquele violinista Ah! Se Eu soubesse todas as palavras Ah! Se a melodia das letras surgisse para mim Na hora em que decido escrever meus poemas.
O violino se cala: sem som, sem notas O violinista não sola: apenas ouve os aplausos. E termino o elogio feito aos DOIS que são UM.
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